Modernização Arquitetura de Serviços

Modernização da Arquitetura de Serviços

Sua arquitetura pode estar limitando o crescimento e o problema nem sempre é óbvio.

Existe um custo que dificilmente aparece em relatórios financeiros, mas que qualquer CTO reconhece rapidamente: o custo de não conseguir avançar na velocidade necessária. Ele aparece quando sprints são consumidos por testes regressivos imprevisíveis, quando integrações simples viram projetos longos ou quando decisões de negócio ficam represadas porque a tecnologia não acompanha o ritmo.

Esse cenário costuma ser interpretado como limitação de time ou falta de capacidade operacional. Na prática, o problema geralmente está em outro lugar: na arquitetura que sustenta o sistema.

As arquiteturas que funcionaram bem em fases anteriores do negócio raramente foram desenhadas para lidar com aumento de escala, volume de integrações ou pressão por entregas rápidas. Quando essa mudança de contexto acontece, surgem efeitos conhecidos: aumento do risco operacional, crescimento do custo de manutenção e perda gradual de capacidade de inovação.

Quer entender como funciona nosso processo, o que fazemos em cada fase, o que entregamos ao final de cada uma delas e o que distingue nossa abordagem de consultorias generalistas que vendem modernização como se fosse uma palavra mágica? Continue a leitura!

Modernização de arquitetura de serviços.

O que entendemos por modernização de arquitetura

Modernizar uma arquitetura não significa começar do zero nem migrar sistemas de forma indiscriminada para a nuvem. Também não se trata de replicar a mesma estrutura em outro ambiente, apenas mudando a infraestrutura.

Na prática, a modernização envolve evoluir uma arquitetura existente para um modelo mais sustentável ao longo do tempo. Isso inclui reduzir acoplamentos desnecessários, melhorar a capacidade de escala, diminuir o débito técnico e permitir que o time entregue com mais previsibilidade e menor risco.

O trabalho começa com diagnóstico e design. A partir daí, são definidos os padrões, o modelo de arquitetura futura e o roadmap de execução. Um ponto importante: esse caminho precisa ser executável pelo time do cliente depois que o projeto termina. Caso contrário, a modernização não se sustenta.

As decisões técnicas (como uso de microsserviços, APIs, eventos ou até a adoção de um monólito modular) não seguem tendência de mercado. Elas são feitas com base em contexto, maturidade do time e necessidades reais do negócio.

 

Para quem e em qual momento a modernização da arquitetura de serviços faz sentido?

Nem toda empresa precisa iniciar um processo de modernização imediatamente. Mas existem sinais claros de que a arquitetura atual deixou de acompanhar o negócio. Confira alguns exemplos que, caso você se identifique, podem significar que sua empresa está demandando modernização da arquitetura de serviços:

 

  • Incidentes recorrentes causados por dependências entre sistemas:O problema não está em um sistema isolado, mas no acoplamento entre eles. Uma mudança em um serviço derruba outro que ninguém lembrava que dependia do primeiro. Os incidentes viram rotina, o time passa mais tempo apagando incêndio do que evoluindo o produto e a causa raiz continua sem tratamento.
  • Projeto de migração para cloud ou modernização de plataforma: A empresa decidiu mover workloads para AWS, Azure ou Oracle Cloud, mas percebeu que levar a arquitetura atual para a nuvem sem redesenhá-la vai replicar os mesmos problemas em outro ambiente, mas agora com o custo de cloud por cima. Antes de migrar, precisam entender o que precisa mudar na estrutura.
  • Integração de sistemas após fusão ou aquisição: Dois stacks, dois times com convenções técnicas diferentes e pressão imediata para integrar. Fazer isso sem um modelo de arquitetura e contratos de serviço claros significa criar mais acoplamento frágil em cima do que já existe e tornar a próxima integração ainda mais cara.
  • Auditoria ou compliance exigindo rastreabilidade e governança técnica: Setores como financeiro, energia e telecomunicações enfrentam exigências crescentes de rastreabilidade de chamadas entre sistemas, documentação de contratos de serviço e visibilidade sobre quem acessa o quê. Arquiteturas legadas raramente conseguem atender a isso sem uma reestruturação que inclua governança de APIs desde o início.
  • Time travado por acoplamento excessivo: O time tem capacidade de entrega, mas cada nova feature exige coordenação entre múltiplos times porque os sistemas não têm fronteiras claras. A frequência de deploy cai, o tempo de revisão cresce e a sensação de que “ninguém entende o sistema como um todo” se instala. Esse é o sinal mais claro de que o problema não é de pessoas, mas sim de arquitetura.Modernização da arquitetura de serviços com a Markway

O papel da MarkWay nesse contexto

A MarkWay atua há mais de 15 anos em projetos de integração e arquitetura em ambientes complexos, especialmente aqueles em que sistemas legados, múltiplas tecnologias e alta criticidade convivem no mesmo ecossistema. 

Ao longo desse período, trabalhamos com plataformas como Oracle SOA Suite, WSO2 e Red Hat Fuse em cenários reais de operação. Essa experiência leva a uma conclusão recorrente: o problema raramente está na tecnologia em si. O que falta, na maioria dos casos, é um processo estruturado para evoluir o ambiente sem comprometer o que já está funcionando.

A proposta de modernização de arquitetura de serviços parte exatamente desse ponto. O foco não é substituir tudo nem aplicar padrões genéricos, mas construir um caminho viável de evolução com base no contexto específico de cada cliente.

Os padrões que aplicamos (microsserviços, API-first, arquitetura orientada a eventos, Domain-Driven Design) são instrumentos técnicos selecionados com base no contexto de cada cliente, na maturidade do time e nas pressões concretas do negócio. A documentação segue o C4 Model, que permite comunicar decisões arquiteturais de forma clara tanto para times de engenharia quanto para CTO, Diretores e Gerentes de TI que precisam defender essas escolhas internamente.

Casos de Sucesso em Modernização da Arquitetura de Serviços

Modernização da arquitetura de serviços com a Markway

A jornada de modernização tecnológica vai muito além da adoção de novas ferramentas — ela exige uma transformação estrutural na forma como os sistemas se comunicam, escalam e evoluem. A MarkWay tem apoiado grandes organizações nesse movimento, conduzindo projetos de modernização da arquitetura de serviços com foco em eficiência, governança e escalabilidade.

Entre os clientes atendidos estão grandes instituições dos setores energético, educacional, previdenciário e governamental, cada uma com desafios específicos, mas todas com um objetivo comum: evoluir de arquiteturas legadas para modelos mais flexíveis, baseados em APIs e microsserviços.

Ao longo desses projetos, destacam-se algumas frentes estratégicas:

  • Modernização de arquitetura monolítica para microsserviços: Em um cliente do setor de energia, conduzimos a transformação de uma arquitetura monolítica para um modelo baseado em microsserviços, com exposição de RFCs SAP via API Gateway. Isso permitiu maior modularidade e agilidade na evolução dos sistemas.
  • Implantação de gestão de APIs com WSO2 API Manager: Em um cliente de telecomunicações, estruturamos a governança de APIs por meio da implantação do WSO2 API Manager, garantindo controle de ciclo de vida, versionamento e segurança das integrações.
  • Arquitetura de integração com WSO2 e OpenShift: Desenvolvemos uma arquitetura moderna e escalável combinando WSO2 com OpenShift, possibilitando maior resiliência, automação de deploys e padronização dos serviços.
  • Design e implementação de plataforma de APIs integrada ao Salesforce: Criamos uma camada de integração robusta para conectar sistemas internos ao Salesforce, viabilizando uma visão unificada de dados e melhorando a eficiência dos processos comerciais.

Os impactos desses projetos foram significativos e mensuráveis:

  • Redução expressiva no tempo de integração entre sistemas
  • Aumento no número de APIs publicadas e devidamente documentadas no gateway
  • Redução de incidentes de integração em ambientes de produção
  • Adoção de padrões arquiteturais claros e mensuráveis pelos times técnicos dos clientes
  • Entregas realizadas dentro do prazo e escopo contratado
  • Valor Gerado para o Negócio

Mais do que ganhos técnicos, os projetos de modernização conduzidos pela MarkWay geraram valor direto para o negócio, permitindo que essas organizações se tornassem mais ágeis, preparadas para inovação e capazes de responder rapidamente às demandas do mercado.

 

Cliente Descrição da situação inicial Objetivo do projeto Descrição da solução implantada Benefícios intangíveis Benefícios tangíveis
Empresa do setor previdenciário Arquitetura legada com baixa padronização de integrações e dificuldade de evolução Modernizar a arquitetura e estruturar integrações mais ágeis e governáveis Implementação de arquitetura de integração com WSO2 e OpenShift, promovendo padronização e escalabilidade Adoção de padrões arquiteturais e maior maturidade técnica dos times Redução no tempo de integração entre sistemas e diminuição de incidentes em produção
Empresa do setor governamental Ambiente com múltiplos sistemas e integrações complexas, sem governança centralizada Estruturar governança e ciclo de vida de APIs Implantação do WSO2 API Manager para gestão completa do ciclo de vida das APIs Maior controle, organização e visibilidade sobre as integrações Aumento no número de APIs publicadas e documentadas e redução de falhas de integração
Empresa do setor energético Arquitetura monolítica com baixa flexibilidade e dificuldade de integração com sistemas SAP Evoluir para uma arquitetura moderna baseada em microsserviços Modernização de monólito para microsserviços com exposição de RFCs SAP via API Gateway Maior flexibilidade, escalabilidade e capacidade de inovação Redução no tempo de integração e aumento de eficiência no desenvolvimento e manutenção
Empresa do setor educacional Integrações fragmentadas dificultando a conexão entre sistemas internos e plataformas externas Criar uma camada de integração robusta e escalável Design e implementação de plataforma de APIs para integração com Salesforce Melhor alinhamento entre áreas de negócio e tecnologia Redução de incidentes, maior velocidade de integração e entregas dentro do prazo e escopo

Como o processo é estruturado?

A abordagem da MarkWay é baseada em etapas claras, com validação contínua ao longo do processo. Muito além de uma participação pontual apenas no início ou no fim do projeto, com a MarkWay, ele acompanha e valida cada decisão relevante.

A primeira fase é o assessment. Aqui, o foco é entender o ambiente real: o que está documentado, o que não está e quais são as pressões de negócio envolvidas. Esse entendimento é complementado por um mapeamento técnico detalhado, que inclui sistemas, integrações e padrões de comunicação. Com esse diagnóstico, é possível identificar não apenas riscos e limitações, mas também oportunidades de ganho rápido e melhorias que podem ser implementadas com baixo esforço e impacto imediato.

Na sequência, vem o design da arquitetura alvo. Essa etapa define como o ambiente deve evoluir ao longo do tempo. Inclui decisões sobre organização de serviços, estrutura de APIs, padrões de governança e modelo de integração. Antes de qualquer implementação, esse desenho é validado com os times envolvidos. O objetivo não é apenas chegar a uma solução tecnicamente correta, mas garantir que ela seja viável dentro da realidade do cliente.

A fase seguinte é a migração incremental. Em vez de grandes mudanças de uma só vez, a evolução acontece por domínios. Cada entrega é validada em produção antes de avançar para a próxima, reduzindo risco e permitindo ajustes contínuos.

Por fim, há a etapa de estabilização e transferência de conhecimento. Aqui, o foco está em consolidar o que foi implementado e garantir que o time do cliente consiga operar e evoluir o ambiente de forma independente.

O que muda com a modernização da arquitetura de serviços e como isso é mensurado?

Modernização sem métrica é discurso. Por isso, os resultados que buscamos em cada projeto são concretos e mensuráveis, com indicadores definidos junto com o cliente ainda na fase de diagnóstico, de acordo com as dores que motivaram o projeto. 

Do ponto de vista técnico, há redução de acoplamento, melhoria na previsibilidade de deploys e maior controle sobre integrações. Dessa forma, o ambiente passa a responder melhor a mudanças, sem efeitos colaterais difíceis de rastrear.

Além dos indicadores técnicos, há resultados que impactam o negócio de formas menos visíveis nos dashboards, mas muito presentes no dia a dia dos times: a redução do custo de manutenção de integrações ponto-a-ponto frágeis, a capacidade de onboarding de novos sistemas sem precisar renegociar toda a arquitetura existente e a diminuição do débito técnico que consome sprints sem entregar valor percebido pelo negócio.

Para empresas em setores com exigências regulatórias, como financeiro, energia, e telecomunicações, a rastreabilidade que uma arquitetura bem governada proporciona tem valor direto em auditorias, licitações e processos de compliance. Esse é um benefício que raramente aparece no pitch de modernização, mas que CTOs e Diretores de TI nesses setores reconhecem imediatamente quando o assunto vem à mesa.

O que distingue a abordagem da MarkWay das demais?

Consultorias generalistas têm capacidade de atuar em modernização de arquitetura, mas com uma diferença importante de partida: elas chegam ao projeto com modelos pré-definidos e times que raramente têm vivência técnica profunda nas plataformas de middleware e integração que o cliente já opera. Os integradores locais, por outro lado, costumam ter conhecimento técnico sólido em ferramentas específicas, mas sem a visão arquitetural necessária para transformar a base e não apenas adicionar mais uma camada de integração sobre o que já existe. A MarkWay foi construída para cobrir exatamente esse espaço.

Característica Experiência Benefício
Integração e Middleware Mais de 15 anos em projetos reais Entendimento do ambiente existente
Full-stack Ciclo completo: arquitetura, DevOps, containers Elimina o gap entre design e implementação
Parceiros Estratégicos Parceiros de Red Hat e WSO2 Acesso a suporte técnico especializado
Vivência em Setores Complexos Energia, telecom, financeiro, setor público Conhecimento de restrições específicas
Autonomia Projeto encerra quando o cliente opera Entregáveis refletem o critério de encerramento

Nossas parcerias tecnológicas estratégicas incluem Red Hat (OpenShift, Fuse, Enterprise Virtualization) e WSO2 (API Manager, Enterprise Integrator, Identity Server). Trabalhamos também com AWS e Microsoft Azure em projetos que envolvem modernização com migração para cloud, com execução técnica comprovada nesses ambientes, sem dependência de uma única nuvem.

Modernizar sem parar o negócio é nosso método

Quando a arquitetura começa a limitar o negócio, o problema dificilmente está em um único sistema. Ele costuma ser resultado de decisões acumuladas ao longo do tempo, que criam dependências difíceis de gerenciar.

Resolver isso exige mais do que trocar tecnologia ou iniciar um projeto de reescrita. Exige identificar onde estão os pontos de maior impacto, definir um caminho viável de evolução e executar essa mudança sem interromper a operação.

Esse é o objetivo do processo da MarkWay: permitir que a arquitetura evolua no ritmo do negócio, sem rupturas desnecessárias e com autonomia real para o time que continuará operando o ambiente.Quer avaliar como esse processo se aplica ao contexto da sua empresa? Converse com um de nossos especialistas para entendermos sua arquitetura atual, as pressões do negócio e o que o seu time já tentou antes de propor qualquer recomendação. Se fizer sentido avançar, você vai saber exatamente o que esperar em cada etapa e o que estará nas suas mãos ao final do projeto.

Compartilhe este post